A INFORMAÇÃO E A SUA MEDIAÇÃO NO MUNDO DA VIDA COMO LÓCUS PARA AÇÃO DOS SUJEITOS
Marli Batista Fidelis
Henriette Ferreira Gomes
Nos tecidos do mundo da vida, a informação se configura de maneira a abrir múltiplas perspectivas para indivíduos e coletividades. O sujeito bem informado pode participar de maneira direta e ativa em transformações sociopolíticas, econômicas e culturais. Por isso a necessidade da configuração de dispositivos informacionais, como arquivos e bibliotecas, que possam fomentar novos horizontes para a criação e inovação do conhecimento significativo e emancipatório. Todavia, é notório que a história do Brasil é marcada pela desvalorização dos repertórios informacionais e unidades de informação, cujos reflexos se evidenciam no cenário atual, caracterizado pela constante supressão, manipulação e ocultamento de informações, resultando em indivíduos privados de conteúdos informacionais significativos e, consequentemente, alheios aos seus direitos, ao seu valor e ao seu papel nos rumos da nação.
Diante de inversões e subversões que definem a contemporaneidade, torna-se imperativo refletir sobre o papel da informação e da mediação, assim como as implicações decorrentes da apropriação de repertórios informacionais significativos. Segundo Capurro e Hjorland (2007), a informação deve satisfazer as necessidades de um grupo-alvo, abordando as questões específicas desse coletivo. Esta perspectiva é adequada para refletir sobre as demandas informacionais atuais, pois considera a informação não como um produto estático, mas como o resultado de construtos histórico-sociais que simultaneamente fomenta o desenvolvimento de novas formulações.
Considerando esse fenômeno, Valla e Marteleto (2003) argumentam que, se a informação é um veículo e uma ferramenta para a interferência social, ela reflete os interesses em disputa no cenário sociopolítico e desvela novos conhecimentos que emergem da prática, muitas vezes não totalmente percebidos por aqueles que a promovem. A informação é essencial não só quando vinculada a algum tipo de sistema ou submetida a processos técnicos como resposta a questões de produção e decisão, mas principalmente quando associada à interação, ao desenvolvimento local, à cidadania e à emancipação dos sujeitos. O sujeito informado pode participar ativamente nos processos de transformação sociopolítica, econômica e cultural, abrindo espaço para a resolução descentralizada de problemas, dilemas e conflitos coletivos.
Neste contexto, é crucial, especialmente dada a conjuntura atual, ponderar sobre o valor e desvalor da informação e das unidades informacionais no tecido da sociedade brasileira desde sua formação inicial. A teoria crítica da sociedade de Habermas, com suas categorias analítico-conceituais de mundo vivido e mundo sistêmico, nos permite estabelecer conexões entre informação, mundo vivido e mundo sistêmico (Medeiros; Fidelis, 2013; Fidelis, 2014), contemplando suas interações no processo de formação da sociedade brasileira e a importância de uma práxis comunicativa frente aos processos informacionais com reflexões profundas e significativas.
Para Habermas, a sociedade é estruturada por duas esferas coexistentes na construção social: o mundo da vida e o mundo sistêmico. O mundo da vida é descrito como “[...] o contexto da situação de ação: ao mesmo tempo, ele fornece os recursos para os processos de interpretação com os quais os participantes da comunicação tentam suprir a falta de entendimento mútuo que surge em cada situação de ação. [...] é o horizonte em que os agentes comunicativos se movem”. (Habermas, 1989, p. 167). Por outro lado, o mundo sistêmico é descrito como sendo dominado por uma organização estratégica, econômica e política. Neste ambiente, prevalecem a ausência de diálogo e a não-linguagem, caracterizando-se como a macroestrutura que sustenta as formas de produção do mercado, tanto em sua mecânica quanto em suas manifestações instrumentais (Habermas, 1989).
Nos meandros do mundo da vida, a informação se configura enquanto expressão e representação simbólica da linguagem, assumindo uma ancoragem sociocognitiva que vincula as inter-relações entre personalidade, sociedade e cultura, devendo ser, portanto, assim considerada nas ações mediadoras. Habermas (2001) define cultura como o acervo do saber, do qual os participantes na comunicação se abastecem para compreenderem-se mutuamente sobre assuntos do mundo. A sociedade, por sua vez, refere-se às estruturas legítimas que regulam a inclusão dos indivíduos em grupos sociais, garantindo assim a coesão social. Personalidade são as competências que habilitam um indivíduo a participar de processos de entendimento e afirmar sua identidade. Na interação e articulação desses componentes estruturais do mundo da vida, a informação se integra e, por meio das ações mediadoras, interage com as práticas sociais, as interações interpessoais e os contextos culturais.
Assim, é necessário conceber ambientes, instituições e organismos dialógicos, como arquivos, bibliotecas e museus que, como dispositivos de mediação, contribuem para que a informação impulsione horizontes possíveis para a criação ou ressignificação dos conhecimentos, reflexões, teorias e práticas, servindo como uma base (re)articuladora do mundo social da vida. Conforme defende Gomes (2014, 2019, 2020), é fundamental estabelecer ambientes informacionais nos quais as ações mediadoras potencializem a transmissão da herança cultural, mas também possibilitem a retomada ou intensificação do debate, estimulando a interlocução entre os sujeitos que participam das ações mediadoras, impulsionando e valorizando o exercício da crítica, assim como os processos de apropriação da informação, quando se ampliam as condições da interpretação criativa, com a geração ou ressignificação dos conhecimentos, saberes e das próprias percepções de mundo dos participantes, contribuindo para que estes se transformem ou se fortaleçam como protagonistas sociais, que podem influenciar a realidade e a própria constituição do tecido social.
Apesar disso, a história do Brasil é marcada por uma significativa desvalorização dos espaços informacionais, como arquivos, bibliotecas e museus que, frequentemente, são relegados ao esquecimento e considerados de ínfimo valor perante a sociedade. As instâncias de poder, cientes da importância dessas instituições para a nação em processo de constituição, pareciam não almejar que a sociedade vivenciasse a precípua função desses ambientes informacionais. Essa postura, somada a outras atitudes como a falta de investimento em educação e a negligência com a promoção da cultura e da leitura, resultou em uma sociedade majoritariamente iletrada e muitas vezes ignorante desse valor crucial.
Jacob (2008) lança o convite à reflexão sobre os vãos e desvãos que caracterizam a atual conjuntura informacional brasileira e sua história originária, ao destacar a necessidade de transformar a então concepção de biblioteca. Ele afirma que este ambiente informacional não é apenas um espaço de armazenamento de livros, mas também um lugar de diálogo com o passado, de criação e inovação. O diálogo com o passado ocorre no ato da leitura, momento em que o leitor, munido de suas próprias vivências, reflete e dialoga com as ideias de outrem, emergindo novos olhares, significados e perspectivas (Jacob, 2008).
Nesse sentido, a informação, portanto, serve como o alicerce para a reflexão, as expectativas prévias e as relações com o mundo, auxiliando também para que ego e alter estabeleçam processos de argumentação (Fidelis, 2014). Em última instância, a informação é também o lócus para promover o desenvolvimento local sustentável, a qualidade de vida mediante a fundamentação de processos transparentes e participativos, visto que é um fenômeno humano e social e deve substanciar as necessidades dos atores sociais.
Neste contexto, Latour e Hermant (2008), discutindo sobre a relação entre os fenômenos e as inscrições, os registros informacionais, afirmam que a informação é uma relação material e prática entre dois locais distintos: um que se torna a “periferia” e outro que se torna o “centro”. Essa relação é mediada por um “veículo” que, embora seja possível dominar sua forma, é fundamentalmente uma inscrição — um registro material que transporta dados de um lugar para outro. A informação é o que os membros de uma expedição levam de volta ao centro para que possam fornecer uma representação de outro lugar, o transporte de inscrições, que são registros cada vez mais móveis e precisos de uma quantidade crescente de material. Sua produção é um processo que resolve a contradição entre estar presente em um lugar e ao mesmo tempo ausente dele (Latour; Hermant, 2008). Por meio dessa relação informacional, o “centro” se conecta às situações da “periferia”.
A noção de informação como uma relação entre o “centro” e a “periferia” é claramente ilustrada nas narrativas de viajantes dos Séculos XVI a XVIII, que documentaram suas experiências no então “Novo Mundo”. Foram os relatos de viagens de cartógrafos, intérpretes, abades, astrônomos, aventureiros, turistas, missionários, pastores, médicos, comerciantes, engenheiros, naturalistas, marinheiros e militares, de diversas nacionalidades, entre eles, ingleses, franceses, holandeses, germânicos e espanhóis que visitaram lugares, como a costa brasileira e o interior do país que tornaram o Brasil conhecido pelos Europeus (França, 2011). Essa dinâmica da informação possibilitou que o centro europeu se conectasse com as realidades periféricas do Brasil, transformando essas regiões desconhecidas em locais reconhecidos e descritos.
O descaso dos “descobridores” em relação ao registro e à disseminação de informações sobre o Brasil, contrasta marcadamente com a conexão informacional efetiva observada em outros contextos. França (2011) observa que, durante esse mesmo período, os portugueses não produziram narrativas significativas que atravessassem as fronteiras do reino, restringindo-se a relatos que majoritariamente permaneceram confinados ao âmbito “doméstico”. Na colônia, a situação era ainda mais limitada, com uma produção escrita extremamente reduzida, o que refletia uma desvalorização generalizada da cultura de leitura e escrita. Esse fenômeno aponta para uma longa história de negligência em relação aos ambientes de informação e memória no Brasil, uma tendência que persiste até os dias atuais (França, 2011).
Pode-se dizer que essa negligência está alinhada à lógica do mundo sistêmico, na qual, conforme apontado por Habermas (1982), os indivíduos e as comunidades são frequentemente marginalizados dos processos interativos, subjugados aos padrões normativos funcionalistas e destituídos da capacidade de questionar a justiça dessas normas. Eles são vistos apenas como componentes de uma máquina, cuja função é servir aos objetivos de eficiência predeterminados. O mundo do sistema é orientado por interesses puramente instrumentais, que direcionam as ações em termos de consolidação dos seus imperativos, coordenando as decisões por meio de relações de mercado ou de dominação. Esta estrutura sistêmica, portanto, não apenas molda como o conhecimento é acessado e valorizado, mas também como é controlado e limitado dentro da sociedade.
Apenas a partir de meados do Século XIX, a sociedade brasileira começou a desenvolver ações que apontavam para uma maior valorização das instituições de leitura e escrita, influenciada significativamente pela presença francesa, conforme destacado por Gilda Verri (2010). Os registros documentais franceses referentes à organização de bibliotecas, princípios e técnicas bibliográficas que ingressaram no Brasil foram amplamente empregados na constituição, formação e estruturação das bibliotecas públicas brasileiras. Ademais, tiveram um papel significativo na formação de cursos e concursos na área da Biblioteconomia e na própria cultura nacional.
Pode-se afirmar que a restrição do acesso à leitura, aos livros, às bibliotecas, aos museus e arquivos na sociedade brasileira, desde sua formação, pode ter criado espaços de vulnerabilidade no tecido do mundo da vida da sociedade brasileira. Pois o mundo da vida se fortalece quando os sujeitos, munidos do seu repertório linguístico-informacional, assumem seu lugar de fala e ação frente aos eventos e transformações da sociedade, potencializando seus conhecimentos e fortalecendo suas convicções e evidências.
No entanto, no mundo sistêmico, a informação é frequentemente desviada de seus propósitos, ao ser preponderantemente mediada por modelos estratégicos e sistêmicos de organização (Medeiros; Fidelis, 2013). Os imperativos sistêmicos, como dinheiro e poder, dominam e subordinam os sujeitos a um conjunto complexo de normas e regras de ordem meramente funcionalista e instrumental, devidamente formalizado e sistematizado. No Brasil, a informação frequentemente foi sinônimo de dominação, obstruindo continuamente a dinâmica dos contextos de comunicação interativa presentes no mundo da vida.
Essa dinâmica investe na regulação dos espaços informacionais, como bibliotecas, arquivos, museus e centros de documentação, submergindo os significados informacionais e convertendo-os em instrumentos de afirmação e expansão de práticas meramente instrumentais dominadoras. Isso resultou na ampliação contínua das interações sistêmicas, em detrimento dos contextos de integração social e do entendimento linguístico.
A informação, portanto, reflete as tramas culturais, a normatividade que define as relações interpessoais e a formação identitária que estrutura o mundo da vida. Nesse sentido é que Gomes (2016, 2017, 2019, 2020) tem defendido que a informação deve ser entendida como conhecimento em estado de compartilhamento. Compartilhamento que permite a formação dos repertórios informacionais que substanciam a ação comunicativa quando configurados como elementos motivadores e geradores de consenso e convicção entre os participantes de processos interativos (Habermas, 2001). Como expressões e representações simbólicas da linguagem, fundamentam interações voltadas ao entendimento mútuo, relacionando-se aos fundamentos sustentadores da esfera argumentativa, construídos e adquiridos nos contextos da experiência e da ação cotidiana.
Advogando, como Habermas, pela preservação do mundo da vida contra as investidas e colonizações impostas pelo mundo dos sistemas, poder-se-ia argumentar que se a sociedade brasileira tivesse sido concebida sob a ótica de sujeitos sociais ativos e participativos, fundamentados por processos comunicativos de (re)construção sociocultural das práticas sociais e experiências solidárias no cotidiano, hoje a informação e os dispositivos informacionais seriam constituídos preponderantemente como lócus para ação dos sujeitos, vetores de integração social e reprodução das estruturas simbólicas do mundo da vida, atendendo às necessidades urgentes da sociedade.
Diante disso, é crucial continuar a refletir e compreender o vasto potencial que a informação e os dispositivos que se ocupam da sua mediação oferecem, tanto para aprimorar a produtividade e as transações do mercado, a tomada de decisões em instituições públicas e privadas e ao avanço da ciência e da técnica, mas primordialmente para fortalecer a esfera pública, as práticas solidárias, ancorar a ação comunicativa e influenciar as coletividades na sua organização e nas suas interações ante as ambivalências da sociedade.
Referências
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Marli Batista Fidelis - Doutora em Ciência da Informação pela UFBA. Arquivista da UFPE. E-mail: fidelismarlibatista@gmail.com.
Henriette Ferreira Gomes - Profa. Titular do ICI e PPGCI/UFBA; Líder do GEPEMCI; Membro Titular da Academia de Ciência da Bahia - E-mail: henriettefgomes@gmail.com.