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ATUALIZAÇÕES RECENTES DO FORMATO MARC 21 PARA DADOS BIBLIOGRÁFICOS

Em 2025, duas novas atualizações foram implementadas ao formato MARC 21 para dados bibliográficos. As atualizações de número 40 (junho de 2025) e 41 (dezembro de 2025) atenderam a propostas consideradas pertinentes pela comunidade MARC 21, visando à adequação do formato à catalogação contemporânea.

Aos bibliotecários de catalogação que migram ou pretendem migrar para novos procedimentos catalográficos, ou ainda ajustar seus registros bibliográficos para maior compatibilidade com o BIBFRAME, a atenção às alterações deve ser considerada.

Para apresentação das atualizações, este texto foi dividido pela sequência numérica 40 e 41, seguida da ordem dos campos MARC afetados pelas correções em seus subcampos e o apêndice J.

Atualização de número 40: afeta nome e definição de subcampos nos seguintes campos:

•        100 – Entrada Principal – Nome Pessoal (NR): utilizado como entrada principal em um registro bibliográfico. A entrada é atribuída de acordo com diversas regras de catalogação, geralmente ao agente responsável pela obra.

•        600 – Entrada Adicional de Assunto – Nome Pessoal (R): entrada na qual o elemento é um nome pessoal. Os assuntos adicionados são atribuídos a um registro bibliográfico para permitir o acesso de acordo com os princípios e diretrizes estabelecidos para a catalogação temática.

•        700 – Entrada Adicional – Nome Pessoal (R): entrada na qual o elemento é um nome pessoal. As entradas são atribuídas de acordo com regras catalográficas para permitir o acesso ao registro bibliográfico a partir de nomes pessoais que podem não ser apropriados para os campos 600 ou 800.

•        800 – Entrada Adicional da Série – Nome Pessoal: entrada da série, autor/título, na qual a parte do autor é um nome próprio. O campo, em geral, é justificado por uma indicação da série (campo 490) ou por uma nota geral (campo 500) relativa à série. Para reproduções, pode ser justificado por indicação de série no subcampo $f do campo 533 (Nota de Reprodução).

Nos campos elencados, o subcampo $b (Numeração – NR) foi reescrito para esclarecer, no registro bibliográfico, as formas de numeração que acompanham o nome pessoal. O número é designado como numeral regnal, usado para identificar reis, papas e outros governantes que têm numeração inclusa no nome, como “João II” ou “Pedro IV”. Esse número pode aparecer de várias formas: em algarismos romanos (ex.: II, IV); em algarismos arábicos (ex.: 2, 4); por extenso (ex.: Segundo, Quarto); ou ainda combinado com palavras, abreviações, sufixos ordinais ou símbolos.

Na catalogação, o subcampo $b é usado quando o ponto de acesso começa pelo prenome (ou seja, quando o primeiro indicador tem valor 0). Em geral, esse subcampo aparece junto com o subcampo $c – Títulos e Palavras Associadas a um Nome (R), que inclui informações relevantes, tais como: títulos que designam posição, cargo ou nobreza (ex.: Sir); formas de tratamento (ex.: Sra., Sr.); iniciais de grau acadêmico ou de filiação a uma organização (ex.: Dra., Dr., Prof., Profa.); e outras palavras ou frases associadas ao nome (ex.: relojoeiro, santo).

Exemplos de aplicação do $b combinado com $c:

100

0#

$a João Paulo $b II, $c Papa, $d 1920-

100

0#

$a John $b II Comnenus, $c Imperador do Oriente, $d 1088-1143.

600

00

$6 880-04 $a Nicholas $b I, $c Imperador da Rússia, $d 1796-1855.

600

00

$6 880-04 $a Nicholas $b I, $c Emperor of Russia, $d 1796-1855.

880

04

$6 600-04/(N $a ??????? $b ??????, $c ????????? ?????????????,

$d 1796-1855.

 

As alterações no subcampo $7 (Status de acesso – NR) dos campos 856 e 857 foram ampliadas para especificar informações sobre o status de acesso para URIs identificadas nos subcampos $g e $u.

Campo 856 – Localização e Acesso Eletrônicos (R): destinado a localizar e acessar recursos eletrônicos. É utilizado no registro de um recurso quando esse recurso, ou um subconjunto dele, está disponível eletronicamente. Também é empregado para localizar e acessar uma versão eletrônica de um recurso não eletrônico descrito no registro ou um recurso eletrônico relacionado. A expressão “recurso eletrônico em rede” é utilizada para se referir ao recurso cujo conteúdo é acessado por meio de um protocolo de rede, como Telnet, HTTP, FTP, entre outros.

O campo é repetido quando os elementos de localização variam (a URL no subcampo $u ou os subcampos $a e $d, se utilizados). Também é repetido quando há mais de um método de acesso; quando diferentes partes do item estão disponíveis eletronicamente; quando são registrados sites espelho; quando são indicados diferentes formatos ou resoluções com URLs distintas; e quando são registrados itens relacionados. O bibliotecário de catalogação deve repetir o campo para incluir ambos os URIs.

O subcampo $7 é codificado em:

  • 0 – Acesso aberto: o recurso eletrônico em rede é de acesso livre e aberto à internet para todos, sem restrições, login ou pagamento.
  • 1 – Acesso restrito: o recurso eletrônico em rede não está disponível gratuitamente e abertamente online.
  • u – Não especificado
  • z – Outros

Exemplo:

856

40

$3 HathiTrust Digital Library, visualização completa

$u http://catalog.hathitrust.org/api/volumes/oclc/1654047.html

$7 0

856

40

$g http://hdl.handle.net/1773/45500

$7 0

856

40

$u https://bibliotecavirtual.unl.edu.ar/publicaciones/index.php/DocumentosyAportes/index

$7 0

856

40

$u http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=a9h&jid=30YB&site=ehost-live

$7 1

 

Já, o campo 857 – Localização e Acesso ao Arquivo Eletrônico (R): fornece informações para localizar e acessar um recurso eletrônico a partir de um arquivo da Web ou de um repositório de arquivo digital. O campo pode ser utilizado no registro de um recurso quando esse recurso, ou um subconjunto dele, estiver armazenado em um arquivo da Web ou em um repositório digital. Adicionalmente, pode ser utilizado juntamente com o campo 856 ou em substituição a ele, quando for necessário fornecer informações complementares sobre recursos arquivados além daquelas registradas no campo 856. Também pode ser empregado para prover localização e acesso a uma versão arquivada e digitalizada de um recurso analógico — por exemplo, um livro ou CD-ROM descrito no registro — ou, ainda, de um recurso arquivado relacionado.

Assim, o subcampo $7 (Status de acesso (NR)), neste campo, segue os mesmos procedimentos especificados para o campo 856.

Exemplo:

857

40

$3 HathiTrust Digital Library

$u http://catalog.hathitrust.org/api/volumes/oclc/1654047.html

$7 0

857

40

$b Internet Archive

$d 2008-05-25

$g https://n2t.net/ark:/13960/t1fj2jq69

$7 0

 

Na sequência, apresenta-se a indicação das atualizações de número nº 41 aplicadas aos campos 007; 008; 060; 070; 344, 381; 245; 884 e apêndice J.

Campo 007Gravação de vídeo (R). não possui indicadores ou subcampos; os elementos de dados são definidos posicionalmente. A alteração ocorre na posição 04 - Formato de gravação de vídeo, com os códigos:

 

s

Disco Blu-ray, redefinido como característica de formato de gravação de vídeo. Trata-se de um formato de disco óptico projetado para vídeo de alta definição e armazenamento de dados, desenvolvido pela Sony/Philips. O formato utiliza um laser azul?violeta com comprimento de onda curto, permitindo maior capacidade de armazenamento em um espaço menor. Diferentemente do 4K Ultra HD Blu-ray, ele não suporta resolução 4K nem HDR (High Dynamic Range). Requer um reprodutor de Blu-ray para a visualização do conteúdo do disco. O formato foi lançado comercialmente em 2006.

t

4K Ultra HD Blu-ray, para formato de gravação de vídeo. Este formato de disco óptico foi desenvolvido pela Blu-ray Disc Association para a reprodução de conteúdo de vídeo em ultra-alta definição (UHD). Utiliza um laser azul?violeta semelhante ao do Blu-ray padrão, mas com capacidade aprimorada e taxas de transferência de dados mais altas, permitindo suportar resoluções de até 3840 × 2160 pixels (4K), alto alcance dinâmico (HDR) e profundidade de cor expandida. Requer um reprodutor de Blu-ray Ultra HD dedicado e um equipamento de exibição 4K compatível para funcionalidade completa. Os discos e as embalagens geralmente trazem a marca registrada “Ultra HD Blu-ray” ou “4K Ultra HD”. Este formato foi lançado comercialmente em 2016.

 

Ressalte-se que a posição 04 codifica formatos de gravação de vídeo também em fita ou videodisco. Se um registro bibliográfico para uma gravação em vídeo descrever vários formatos, por exemplo, videocassetes Beta e VHS, o campo 007 deverá ser separado e preenchido para cada ocorrência.

Campo 008 – Mapas (NR): não possui indicadores ou códigos de subcampo. Os elementos de dados são definidos posicionalmente pelo tipo de material. A alteração ocorre na posição 25 (tipo de material cartográfico), para o código: r - imagem de sensoriamento remoto.

A adição de novo código r tem reflexo no campo relacionado 006 Mapas (R) – características adicionais do material, posição 08 (Tipo de material cartográfico), onde o código r também é informado. Destaque-se que o campo 006 não possui indicadores ou códigos de subcampo. Os elementos de dados têm posição definidas pela característica do material. As características são listadas na mesma ordem em que aparecem no campo 008.

As alterações nos campos de números e códigos: 060 e 070.

Campo 060 – Número de Chamada da National Library of Medicine - NLM (R): inclui um número de chamada ou de classificação ou de outras agências que utilizam o sistema da NLM. Os valores do segundo indicador distinguem entre o conteúdo efetivamente classificado pela NLM e o conteúdo classificado por uma organização externa.

No campo foi adicionado o subcampo $6 – Vinculação [Linkage] (NR). A sua descrição de aplicação é encontrada no Apêndice A: controle de subcampos. O apêndice trata das descrições de subcampos usados ??para vincular dados de campos a instituições específicas ou a outros campos MARC.

No caso do subcampo $6 refere-se aos dados que vinculam campos com representações em diferentes formas de escritas de um mesmo conteúdo. O subcampo pode conter o número da etiqueta de um campo associado, um número de ocorrência, um código que identifica a primeira escrita encontrada na consulta do campo da esquerda para a direita e a indicação de que a orientação de exibição dos dados do campo é da direita para a esquerda. Um campo regular (não 880) pode estar vinculado a um ou mais campos 880 que contenham diferentes representações da escrita do mesmo dado. O subcampo $6 é sempre o primeiro subcampo do campo, sendo estruturado da seguinte forma:

$6 [etiqueta de vinculação] - [número de ocorrência] / [código de identificação da escrita] /  

     [código de orientação do campo]

 

As descrições de modelos de registros em várias escrita, com exemplos, encontram-se informadas no Multiscript Records; as especificações para o campo 880 estão descritas na seção correspondente a esse campo; as especificações relativas a conjuntos de caracteres e repertórios de escritas encontram-se no MARC 21 Specifications for Record Structure, Character Sets and Exchange Media.

A etiqueta de vinculação e o número de ocorrência — a parte correspondente à etiqueta de vínculos contém o número da etiqueta do campo associado. Essa parte é seguida imediatamente por um hífen e pelo número de ocorrência, composto por dois dígitos. Um número de ocorrência distinto é atribuído a cada conjunto de campos associados dentro de um mesmo registro.

A função do número de ocorrência é permitir a correspondência entre os campos associados, e não ordenar os campos no registro. O número de ocorrência pode ser atribuído aleatoriamente a cada conjunto de campos associados. Um número de ocorrência com menos de dois dígitos é justificado à direita, sendo a posição não utilizada preenchida com zero.

Exemplo do subcampo $6 aplicado nos campos:

100

880

1#

1#

$6 880-01 $a [Cabeçalho em alfabeto latino]

$6 100-01/(N $a [Cabeçalho em alfabeto Cirílico]

 

 

 

245

880

10

10

$6 880-03 $a Sosei to kako : $b Nihon Sosei Kako Gakkai shi.

$6 245-03/ $1

$a [Título em caracteres japoneses] :

$b [Subtítulo em caracteres japoneses].

[Escrita primária: latina; escrita alternativa: japonesa]

100

880

1#

1#

$6 880-01 $a [Nome em caracteres Chineses].

$6 100-01/(B $a Shen, Wei-pin.

[Escrita primária: chinesa; escrita alternativa: latina]

Observar que, apesar da inclusão no campo 060, não há exemplos citados, sendo considerado como modelo as ocorrências dos campos elencados acima.

Quando não houver um campo associado ao qual o campo 880 esteja vinculado, o número de ocorrência no subcampo $6 será 00. Isso é usado se uma agência quiser separar scripts em um registro (consultar apêndice D: Multiscript Records). A parte da etiqueta de vinculação do subcampo $6 conterá a etiqueta que o campo regular associado teria se existisse no registro.

Exemplo:

880

##

$6 530-00/(2/r

$a [Informações adicionais sobre a forma física estão disponíveis em escrita

     hebraica.]

[O campo 880 não está vinculado a nenhum campo associado. O número da ocorrência é 00.]

 

Código de identificação da escrita – O número de ocorrência é seguido imediatamente por uma barra (/) e pelo código de identificação da escrita. Esse código identifica a escrita alternativa presente no campo. São utilizados os seguintes códigos.

Código

Escrita

(3        

Arabic

(B        

Latin

$1       

Chinese, Japanese, Korean

(N       

Cyrillic

(S        

Greek

(2        

Hebrew

 

Exemplo:

880

1#

$6 100-01/(N

$a [Cabeçalho em alfabeto Cirílico]

 

Esses códigos foram definidos com base nas sequências de escape do conjunto de caracteres codificado MARC-8, estabelecidas em conformidade com a norma ISO/IEC 2022, Character Code Structure and Extension Techniques (equivalente à ANSI X3.41, Code Extension Techniques for Use with 7-bit and 8-bit Character Sets). Os códigos são descritos na documentação do conjunto de caracteres do MARC.

Em um ambiente Unicode, os códigos de identificação de escritas podem ser obtidos da norma ISO 15924 "Códigos para a representação de escritas de nomes". Podem ser usados ??tanto os valores alfabéticos (compostos por quatro letras) quanto os valores numéricos (compostos por três dígitos).

Exemplo:

880

1#

$6 100-01/Cyrl

$a [Cabeçalho escrito em Cirílico]

880

1#

$6 100-01/220

$a [Cabeçalho escrito em Cirílico]

 

O mesmo subcampo $6 Vinculação [Linkage] (NR), também passa a ser incluído no campo 070.

Campo 070 – Classificação ou Número de Chamada da National Agricultural Library (NAL) (R): também pode conter números de acesso para materiais visuais. Antes de 1965, ela utilizava o sistema de classificação do USDA; a partir desse ano, passou a adotar a classificação da Library of Congress para novos materiais, embora publicações seriadas frequentemente mantenham a numeração antiga. Assim, ambos os sistemas continuam em uso. NAL também atribui números sequenciais a dissertações e resumos. Além disso, certos prefixos nos números de chamada indicam características específicas, como tipo de publicação, raridade, público juvenil ou formato fólio. Quanto a convenção de cadastramento de dados neste campo é recomendada que a pontuação não termine com um ponto final, a menos que o campo termine com uma abreviação, letra inicial ou outros dados que terminem com um ponto final. Observa, ainda, que os caracteres alfabéticos na parte de classificação do campo geralmente são maiúsculos.

Campo 245 – Indicação do título (NR): refere-se a área de título e indicação de responsabilidade da descrição bibliográfica de uma obra. O campo consiste no título propriamente dito e pode conter a designação geral do material ($h), complemento do título, outras informações sobre o título, o restante da transcrição da página de rosto e a(s) indicação(ões) de responsabilidade. O título inclui o título abreviado e o título alternativo, a designação numérica de uma parte/seção e o nome de uma parte/seção. Para materiais mistos, a indicação de título é definida como o nome pelo qual o material é conhecido. O campo pode conter datas-limite (subcampo $f) e datas predominantes (subcampo $g) referentes a uma coleção. Para coleções sem título bibliográfico formal, utiliza-se o subcampo $k (Forma). O subcampo $k também pode ser usado para indicar a “forma”, mesmo quando um título formal é fornecido nos subcampos $a, $b e $c.

Alteração promovida no subcampo:

$z

Nota contextual da indicação de título (NR): fornece contexto explicativo ou histórico imediato para a indicação de título, por exemplo, quando utiliza linguagem obsoleta ou enganosa, ou quando provém de uma fonte pouco clara. A nota é redigida de forma adequada ou destinada à exibição pública. O subcampo, em geral, segue o subcampo $c ou o último subcampo codificado no campo 245. Ele é colocado entre colchetes.

 

Exemplo:

245

10

$a...

$z [Título baseado no nome oficial da organização].

245

00

$a...

$z [Aviso sobre o idioma: título retirado da legenda de um jornal de 1942].

245

14

$aThe grand defect, or, Ellen and her cousin Julia /

$c written for the American Sunday-School Union by a deaf and dumb lady ;

     revised by the Committee of Publication.

$z [Título fornecido pela editora em 1847].

245

10

$a Jicarilla Apache Brave and Squaw, lately wedded. Abiquiu Agency, New

     Mexico $h [graphic]

$c T.H. O'Sullivan, photo.

$z [Título transcrito do verso do item original].

 

Subcampos renomeados nos campos 344, 381 e 884:

Campo 344 – Característica de Som (R): contempla especificações relativas à codificação de som ou à ausência de som em um recurso.

Subcampo reescrito:

$d

Característica de Groove (sulco): a largura do groove de um disco analógico, de um cilindro analógico ou do tipo de modulação de gravação.

 

Exemplo:

344

##

$a analógico $2 rdatr

344

##

$d groove $2 rdagw

344

##

$d modulação vertical

 

Campo 381 – Outras características distintivas da Obra ou Expressão (R): qualquer característica que não se enquadre em um campo específico para descrever uma obra ou expressão pode ser usada para diferenciá-la de outra com o mesmo título. Essas características — como entidade emissora, arranjo musical, versão ou termo geográfico — podem ser registradas no mesmo campo quando provenientes do mesmo vocabulário, ou em campos separados quando derivadas de vocabulários diferentes.

Alterações efetuadas no campo ocorrem nos subcampos $i e $4:

$i

Informações de relacionamentos (R): a indicação de uma relação entre a outra característica distintiva da obra ou expressão registrada no campo 381 e o recurso descrito nos campos 1XX/245 do registro. Pode ser uma expressão textual não controlada ou um valor textual controlado proveniente de uma lista de relações.

 

Exemplo:

100

1#

$a Langland, William, $d 1330?-1400?

240

10

$a Piers Plowman $s (C-text)

381

##

$i Edição/versão: $a C-text $4 http://www.wikidata.org/entity/P9767

 

$4

Relacionamentos (R): um código ou URI que especifica a relação entre a entidade descrita no registro e a entidade referenciada no campo.

 

Exemplo:

130

0#

$a O Exorcista (Filme : $s Versão do Diretor)

$0 http://id.loc.gov/authorities/names/no2021144634

381

##

$i Indicação da versão: $a Versão do Diretor $a versão 2000

$4 http://rdaregistry.info/Elements/e/P20572

 

Campo 884 – Informações sobre a conversão da descrição (R): para informações sobre a origem de um registro MARC que foi convertido automaticamente a partir de outra estrutura de metadados.

Subcampo renomeado:

$g

Data de conversão renomeado para Data/hora de conversão: codifica a data/hora em que os dados foram convertidos. As informações de data/hora são registradas de acordo com a norma ISO 8601 Representation of Dates and Times. Quando este subcampo é utilizado, a data é obrigatória. A hora também pode ser incluída. O formato estendido ISO 8601:2019 é o preferido: yyyy-mm-ddThh:mm:ss.

 

Exemplo:

884

##

$a Stanford Bibframe to MARC transformation, version 1

$g 2014-10-02

$k stfbf1039806 $q CSt

$u http://stanford.example.com/Bibframe2MARC_v1.xsl

[Conversão de BIBFRAME para MARC com data apenas, ISO 8601, formato estendido]

884

##

$a DLC bibframe2marc v2.9.0

$g 2025-08-15T18:44:34 $q DLC

$u https://github.com/lcnetdev/bibframe2marc/releases/tag/v2.9.0

[Conversão de BIBFRAME para MARC com data e hora, ISO 8601, formato estendido]

884

##

$a DLC bibframe2marc v2.10-dev (libxslt)

$g 2025-06-24T10:30:15 $q DLC

$u https://github.com/lcnetdev/bibframe2marc/releases/tag/v2.10.0

[Conversão de BIBFRAME para MARC com data e hora, ISO 8601, formato estendido]

 

Alterações no Apêndice J – Subcampos de Proveniência de Dados: inclui descrições dos subcampos utilizados para vincular a proveniência de dados de um campo a outros dados dentro do mesmo campo. Esses subcampos são definidos para múltiplos campos e, por essa razão, suas descrições são reunidas neste apêndice. Os subcampos são incluídos nas listas de subcampos em nível de campo sempre que definidos, com remissivas para este apêndice. Os subcampos de proveniência de dados não estão definidos em todos os campos do formato Bibliográfico. Nos campos que os contêm, em geral correspondem ao subcampo $7. Nos casos em que o subcampo $7 já foi definido para outras finalidades, utilizam-se códigos alternativos listados, de subcampo, para a proveniência de dados.

$7

Proveniência de dados: o subcampo contém um valor de proveniência de dados para um subcampo relacionado ou para subcampos relacionados dentro da mesma sequência de subcampos. Se o valor for precedido por um código de Categoria de Proveniência de Dados MARC (MARC Data Provenance Category code) ou por um código de Relação de Proveniência de Dados MARC (MARC Data Provenance Relationship code), este deverá estar entre parênteses. Se o valor for precedido tanto por um código de Categoria de Proveniência de Dados MARC quanto por um código de Relação de Proveniência de Dados MARC, ambos deverão ser separados por uma barra (“/”) e colocados entre parênteses. Quando ambos forem registrados, o código de Categoria de Proveniência de Dados MARC precede o código de Relação de Proveniência de Dados MARC.

 

Exemplo:

245

10

$a As?ila ?aula 'l-mar?a wa-'l-mas?id

$b f? ?au? nu??? aš-šar??a wa-maq ?idih

$c d. sir ?Auda

$7 (dpesc)DIN 31635:2011

[O campo 245 modela o elemento de proveniência de dados ‘fonte consultada’, com o valor do padrão de transliteração ‘DIN 31635:2011’ no subcampo $7, relacionado aos demais subcampos na mesma sequência.]

600

07

$0 (DE-588)118650130

$0 https://d-nb.info/gnd/118650130

$a Aristoteles

$d v384-v322

$2 gnd

$7 (dpermw)aep-gnd

$7 https://d-nb.info/provenance/plan#aep-gnd

[O campo 600 modela: 1) o elemento de proveniência de dados ‘manifestação relacionada da obra’, com o valor ‘aep-gnd’ no subcampo $7, relacionado aos demais subcampos na mesma sequência; 2) o elemento de proveniência de dados com o valor https://d-nb.info/provenance/plan#aep-gnd no subcampo $7, igualmente relacionado aos demais subcampos na mesma sequência.]

        

700

1#

$0 (DE-588)103331727

$0 (DE-603)138744165

$a Michajlova, Natal?ja I.

$4 aut

$7 (dpes/dpsfa)Latn

“[O campo 700 modela o elemento de proveniência de dados ‘escrita’, com o valor ‘Latn’ no subcampo $7, relacionado ao subcampo $a na mesma sequência.]

 

Ressalte-se que os demais subcampos relacionados no Apêndice J destinam-se a campos MARC específicos, seguindo a definição e aplicação idêntica ao subcampo $7, a saber:

  • $e – Proveniência de dados [apenas campos 856 e 857].
  • $l – Proveniência de dados [apenas campos 760–788]
  • $y – Proveniência de dados [apenas campos 533 e 800–830]

 

Nota-se que as alterações trazem mudanças procedimentais que influenciam as políticas de catalogação locais. Compete aos bibliotecários de catalogação analisar a pertinência da adoção.

Indicação de leitura:

Network Development and MARC Standards Office. MARC 21 Update No. 40: Full and Concise available online. MARC Website, 2025.

Network Development and MARC Standards Office. MARC 21 Update No. 41: Full and Concise available online. MARC Website, 2025.


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FERNANDO MODESTO

Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.