LITERATURA INFANTOJUVENIL


DANIELA CHINDLER NOS ENCANTA COM SEUS LIVROS SOBRE BIBLIOTECA

Nessa Coluna minha pretensão é colocar em destaque dois livros infantis de Daniela Chindler de cor amarelo ouro nas capas. Não sei explicar a escolha dessa cor, mas quando os leio e releio me lembro do losango da bandeira brasileira que dizem representar o ouro. Depois fico pensando que o primeiro livro da autora nessa temática, Biblioteca do mundo, conta a história de várias bibliotecas no mundo e apenas duas bibliotecas do Brasil. No segundo livro, Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil, Daniela aborda 06 bibliotecas do nosso país.

Enfim, a escolha da cor pode ser mera coincidência visto que foram publicados por editoras diferentes, o primeiro pela Editora Casa da Palavra (Rio de Janeiro) e o segundo pela Editora Sapoti (Rio de Janeiro). Se as crianças ao lerem pensarem que o amarelo ouro é uma referência à riqueza de nossas bibliotecas fico contente!

Sobre as obras encontrei classificação com a denominação literatura informativa. Pra mim é literatura infantil e pronto! Não gosto muito dessa denominação, pois não há apenas informações reais, quem puxa a narrativa são personagens históricos com linguagem atual, descontraída, numa narrativa quase casual.

No livro Biblioteca do mundo há 07 bibliotecas, sendo elas: Biblioteca de Alexandria, Biblioteca Nacional, Biblioteca Internacional da Juventude, Biblioteca de Basra, Biblioteca do Mindlin, Biblioburro e Biblioteca-Parque da Rocinha. Na primeira história, que é da Alexandria, quem puxa o fio é Hipátia, filha do famoso astrônomo Téon que viveu entre os séculos IV e V d.c. Na página 17 ela conta: “E ali está a minha querida Biblioteca. Nasci seiscentos anos depois da sua criação, e muita coisa aconteceu desde então. No grande salão, havia um mural em homenagem a Alexandre. Fecho os olhos e vejo seu retrato pintado com os apetrechos dos faraós do antigo Egito [...]”

 

Quanto à obra Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil, emprestada do meu amigo Rovilson (colunista do Infohome), é composta de história de 06 bibliotecas brasileiras, na seguinte ordem: Biblioteca Nacional, Biblioteca Pública do Amazonas, Biblioteca Mário de Andrade, Biblioteca Real Gabinete português de Leitura, Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul e Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia. E para cada biblioteca a autora escolheu um narrador específico, na última a autora escolhe um monge beneditino que explica: “Sou um monge beneditino; nós, beneditinos, somos conhecidos como monges negros por conta da cor do hábito, nossas vestes pretas. Mas às vezes, em dia de comemorações, usamos capas brancas ou vermelhas.”

Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil

Enfim, conhecer bibliotecas, em especial com arquiteturas grandiosas, marca a memória dos leitores. E se não é possível conhecê-las pessoalmente, Daniela nos dá essa oportunidade. As duas obras são ilustradas, sendo que a segunda mistura ilustrações com fotografias.

Segundo a autora: “iniciativas como essa ajudam a aproximar crianças e adolescentes dos livros e das bibliotecas.”

Concordo e cito outros livros de sua autoria que tenho e gosto muito. São para crianças menores e têm um tom bem divertido: Borracha Burrachona e De olho no escuro.

Além deles existem: Uma casa no mundo, O hamburguer era de carneiro e Um porto para o mar. Esses eu não tenho, não li, mas com certeza vou garimpar.

 

Referências

CHINDLER, Daniela. Bibliotecas do mundo. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2012.

CHINDLER, Daniela. Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil. Rio de Janeiro: Sapoti, 2019.


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SUELI BORTOLIN

Doutora e Mestre em Ciência da Informação pela UNESP/ Marília. Professora do Departamento de Ciências da Informação do CECA/UEL - Ex-Presidente e Ex-Secretária da ONG Mundoquelê.