ALÉM DAS BIBLIOTECAS


SALIPI: 22 EDIÇÃO - SONHOS E REALIZAÇÕES

Aqui estamos nós, todos nós, em clima de comemoração cercados de visitantes ilustres, para dar início às múltiplas atividades do 22º Salão do Livro do Piauí 2024 que se desenrolam de hoje até o dia 16 próximo. Deixo à parte a narração de como as edições se desenvolveram ao longo dos anos, até porque há registro precioso do precioso Professor Cineas Santos que, na publicação “Bastidores do SALIPI...” narra o transcurso do Salão, desde o encontro inicial dos três mosqueteiros – Luiz Romero, Wellington Soares, Nílson Ferreira e, logo de imediato, o próprio Cineas. Era o mês de março de 2003. Desde então, o SALIPI rolou e dançou músicas distintas em lugares distintos, como o Centro de Convenções (até 2008) e a Praça Pedro II (2009 a 2013) até encontrar não apenas guarida, mas refúgio e acolhimento na “minha” Universidade Federal do Piauí, há exatos 10 anos.

As novidades emergem. As dificuldades prosseguem. São elas de natureza distinta e, ao mesmo tempo similar: orçamento; parcerias precárias e, às vezes, instáveis; investimentos para lidar com a expansão gradativa ano a ano; propósito mor de envolver crianças, adolescentes, adultos, velhos; letrados e iletrados; e, sobretudo, oportunizar aos alunos da educação infantil, do ensino fundamental e médio oportunidades de descobrir a delícia cantada e decantada que há na escrita e na leitura, não apenas das palavras, mas, em especial, do mundo.

Indo além da primeira edição, inaugurada no dia 30 de junho de 2003, após a instalação da Fundação Quixote, em 2005, com o fim de gerir o SALIPI, a quarta edição do Salão, ano 2006, decidiu prestar homenagem ao escritor Francisco de Assis de Almeida Brasil, nosso Assis Brasil, autor de projeção nacional, então, com mais de 100 livros editados. Há 30 anos sem visitar o Estado natal, após deliciosa experiência vivenciada com sua gente, retornou ao Rio de Janeiro tão somente para buscar seus trens e teréns, e por aqui ficou e produziu incessantemente até partir aos céus, ano 2021.

Exatamente aqui, no momento de menção ao intelectual ilustre, para não exaurir o tempo de todos, em vez de citar um a um os que me antecederam, homenageio a todos os predecessores, sem exceção, com carinho e infinito agradecimento, embora alguns já tenham se transformado em estrelas que reluzem nossas mentes e nossos corações. Dentre eles, um homem apaixonado por Teresina, José de Arimathéa Tito Filho, cujo centenário estamos comemorando este ano; o professor e escritor Paulo Nunes; e a poetisa Alvina Gameiro.  

Na verdade, o Salão está coalhado de bons causos e boas causas; de amor e apreço; de ditos e não ditos, de dúvidas e acertos. Por exemplo, o autor dos “Bastidores do SALIPI...”, no finalzinho da obra, com sua típica ironia diz que “ainda [está] meio vivo”. Ele me conheceu muito, muito jovem. Sua memória é de um imponente elefante e são eles, os elefantes, os animais que acumulam e retêm conhecimento, de tal forma que podem se lembrar por décadas de aromas e sons de rotas migratórias, lugares especiais e habilidades apreendidas há alguns anos. Foi ele quem lembrou da organização audaciosa do que se chama, agora, “feirinha de livros”. Foi ele quem, jocosamente, passou a me chamar de “avó do SALIPI”. Antes, “mãe”. Logo, “tia” e, agora, “avó...”

No início da década de 70, a UFPI andava a passos lentos, mas certeiros. Ingressei mediante concurso público na gestão do Reitor mineiro Hélcio Ulhôa Saraiva. Sou um dos poucos “dinossauros” concursados daquele período, exatamente, 12 de setembro de 1972. O pleito visava selecionar profissional graduado em Biblioteconomia e Documentação para instalar o Sistema de Bibliotecas Centrais das instituições federais de ensino superior, exigência do então Ministério da Educação e Cultura. Com a conquista do primeiro lugar, coube a mim criar a primeira Biblioteca Central, agora, Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco, sob o comando de Vanessa Andrade de Carvalho com sua valorosa equipe.

O fato é que lá vou eu. Do alto de minha “sapiência” de menina-mulher-profissional de 24 anos, enfrentava um desafio e tanto ao instituir algo completamente novo para mim, como confessei com a cara mais limpa ao Reitor. Espantado com minha ignorância confessa, mas, oxalá, admirado ante minha coragem, me mandou estagiar na recém-inaugurada Biblioteca Central da Universidade de Brasília. E lá vou eu por 30 dias para a capital do país, apesar de dois filhos pequenos, muito pequenos. Mas era pegar ou largar...

Retornei e comecei a dar vida à então Biblioteca Central / UFPI. À época, causei muito rebuliço. Fiz loucuras. A princípio, retirei as odiosas placas de silêncio que induziam um comportamento sombrio e apático de “meus meninos”. Como uma pedinte desavergonhada e sorridente, acostumei a “catar”, de setor em setor, tudo que julgasse útil para dar um ar criativo às instalações da BC, mas, sobretudo, máquinas de escrever em condições de uso para colocá-las à disposição de quem não contasse com o equipamento em casa. Os computadores viriam muito depois. Os porteiros assombrados retornavam a seu posto, quando, após relatarem beijos e amassos dos universitários por entre as estanterias, encontravam em mim uma aliada dos amores loucos ou juvenis. “Proibi a proibição” de que descansassem sobre as mesas após o almoço! Os lanchinhos também eram permitidos desde que “os meninos” cuidassem da Biblioteca como se fora seu ninho. Conquistei o carinho ou, no mínimo, o respeito de uma equipe muito querida até os dias de hoje: pouquíssimos bibliotecários, uma secretária eficiente e mais de 50 auxiliares, dentre os que cuidavam da limpeza ou do público, incluindo auxiliares de biblioteca e os denominados bolsistas, alunos de famílias de poder aquisitivo limitado, muitos dos quais se aposentaram na UFPI em segmentos de suas áreas de estudo ou mesmo na Biblioteca.

Porém, havia ordem na aparente desordem. Algumas regras rígidas, mas sempre justificadas: pontualidade; nada de leva e traz; reuniões constantes mas quase instantâneas visando resultados compartilhados; recomendação para manter polidez exemplar no contato com o outro; transparência total – nunca mantive gavetas ou portas fechadas; abertura para ocupação do espaço da BC com exposições, saraus, cursos, lançamento de livros, envio de listagens dos títulos adquiridos a cada mês para os setores possivelmente interessados e com qualquer outra atividade de magia para o leitor.

Grandes tragédias, como o corte com estilete, por universitários, de atlas de anatomia de valores elevados e de imensa utilidade para a área de saúde, transformavam-se em exposições com o intuito de que os demais testemunhassem o caminho que não deveriam seguir. Os livros surrupiados soavam como uma lástima, mas, então, exercitava a crença de que os fatos em si possuem uma faceta nefasta que se contrapõe ao lado luminoso. Para surpresa de muitos, defendia com a voz mais doce possível: “o livro roubado provavelmente será lido”. Afinal, era e ainda é meu sonho pensar na instituição biblioteca como essencialmente social: local de prazer, atraente e voltado ao grande público, onde crianças e velhos possam desvendar o mundo, lendo e relendo, em meio a um ambiente nada hostil.

As feirinhas de livros, planejadas com o apoio de editores de regiões, como o próprio Nordeste, além do Sudeste e do Sul, tentavam suprir a falta de livrarias. A capital Teresina mantinha, naquele momento, praticamente, uma só livraria, porque a segunda se negava a comercializar com a Universidade. Realizadas por três anos – de 1974 a 1976 – as feiras embrionárias representavam o único meio para que alunos e professores tivessem livros atualizados a seu dispor por preços acessíveis, além da chance de intercambiarem suas publicações usadas. O frete elevado levou embora a adesão das grandes editoras. Prosseguimos. Nada fiz sozinha. A equipe comprou o ideal de uma biblioteca como eminentemente social e com muito amor. E foi com essa tropa adorável, que criamos, depois, a Associação dos Bibliotecários do Estado do Piauí. Instituímos a Delegacia do Conselho Regional de Biblioteconomia. Participei do Conselho Federal de Biblioteconomia, como representante do Piauí, da região e do país.

Mais adiante, tornei-me docente do Departamento de Comunicação Social (Jornalismo), diante de convite para ocupar uma assessoria na então Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília. O Reitor de então, José Camillo da Silveira Filho, pai de mil filhos, dentre os quais me incluo, perguntou o que me faltava para ser feliz nos muros da UFPI. Respondi sem pestanejar: uma sala de aula para prosseguir minha construção como profissional, docente, pesquisadora, orientadora, e, sobretudo, escritora. A ele, devo muito: estou entre as pessoas, a quem Camillo deu vida, apoio, compreensão e carinho.

Para fazer jus ao alunado e aos companheiros de docência, com mais de 50 anos, independentemente de cursos de especialização, Mestrado e Doutorado em Ciência da Informação já concluídos, voltei à sala de aula como aluna de Graduação em Jornalismo. A meu pai, dediquei a alegria daqueles dias de comemoração. A ele, dedico, a cada dia, minha prática jornalística por pura vocação. Vocação que é, simplesmente, magia e encantamento. Escrita que é, simplesmente, uma forma de sobreviver para não morrer de solidão!

E foi assim que, arduamente e sempre com sorriso nos lábios, me tornei docente-pesquisadora. Num período de ofertas limitadas, por esforço próprio, consegui bolsas de estudo em agências brasileiras e estrangeiras de financiamento, a exemplo da citada CAPES; do renomado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); do British Council, Londres; do Instituto Interuniversitario de Iberoame?rica da Universidad de Salamanca (USAL, Salamanca); dos Servicios de Información y Asistencia Tecnica para la Industria e Diseño de Bases de Datos do (INFOTEC, México-DF), dentre outras.  

No CNPq, no conhecido Currículo Lattes, destinado a estudantes e pesquisadores brasileiros para registrar realizações acadêmicas, meu nome, até o dia 18 de maio deste ano, somava exatamente incríveis 2.654 itens, entre livros de autoria individual ou em coautoria ou sob nossa organização, 70 capítulos publicados, 182 artigos técnico-científicos. Seguem matérias jornalísticas, palestras, orientações na graduação e em programas de pós-graduação, participação em bancas, apresentação de trabalhos em eventos científicos, cursos ministrados em nível de graduação e pós, etc. Adendo importante: sempre escrevi pensando no avanço do conhecimento, de tal modo que é usual algumas das minhas publicações técnico-científicas serem citadas por autores brasileiros e internacionais de graduação e pós, nos campos da Ciência da Informação e do Jornalismo. Quanto aos meus quatro livros de crônica constituem eles um campo à parte de chamego e de muito amor... 

Graças à busca contínua de atualização, minha andança por outros 83 países muito me ajudou a reverberar a favor dos “meus meninos” mediante visão mais ampla do mundo. Participei, ainda, em diferentes universidades como docente-pesquisadora-visitante-palestrante, como nos vizinhos Maranhão e Ceará mais Alagoas, Amazonas, Brasília, Bahia, Londrina, Pará, Paraíba, Pernambuco e outras. Entre 2001 e 2006, exerci a função de Coordenadora do Núcleo de Pesquisa sobre Comunicação Científica e Ambiental da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM), sede na capital São Paulo.

 

 

  Fonte: Equipe do SALIPI, 2024

Hoje, distante das salas de aula (não por opção, quiçá, imposição), prossigo como membro da Comissão Editorial (permanente ou ad hoc) de diferentes periódicos nacionais e internacionais. Mantenho coluna semanal de opinião em jornal de Teresina há 21 anos; coluna bimestral no INFOHOME, Marília - SP; e contribuições sistemáticas junto à página eletrônica Umacoisaeoutra do escritor Celso Japiassu, além do trabalho de revisora ou de copidesque.

Aperfeiçoamento. Especialização. Mestrado. Doutorado. PHD. Estes foram metas, alvos, miras e objetivos intransferivelmente meus. Deem o nome que quiserem. O etarismo existe em todas as nações e por onde vou para estudar, a pergunta emergente é sempre uma só: por que você está aqui a esta altura da vida? Cansei de responder. Sorrio apenas. E continuo lutando, ainda agora, com o italiano em aulas ministradas num instituto local.

Mas o fato é que as pessoas que pensam no SALIPI, na escrita e na leitura como recanto restrito aos acadêmicos, cientistas ou à meninada, talvez nem percebam que deixam para trás um punhado de possibilidades. Afinal, há doces lembranças, como o Prêmio do Programa Informação para Todos, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com a edição de minha tese de pós-doutorado: “Jornalismo cidadão: informa ou deforma?”; o Pre?mio Nacional Luiz Beltra?o de Comunicac?a?o; o Título de Cidadã Teresinense; o Prêmio “Mérito Jornalístico” e outras coisinhas mais. Dentre elas, uma bobagem que tem cheiro de premonição: aos 17 anos de idade, primeiro semestre na Universidade Federal de Pernambuco, consegui emplacar minha primeira matéria jornalística no “Jornal do Commercio”, Recife, que sobrevive até os dias de hoje, pleno século XXI. As páginas amareladas pelo tempo mágico sobrevivem e me emocionam sempre!

 Aqui, eis um mérito do SALIPI pouco lembrado, apesar de sua relevância. Municípios, como Altos, Bom Jesus, José de Freitas, Parnaíba, Valença do Piauí, Pedro Segundo e Picos mantêm, atualmente, seu próprio Salão, numa comprovação inconteste de que ele tem sido um impulsionador vital para novas congregações, grupos literários e similares no Estado como um todo. Afora a Academia Piauiense de Letras, surgem novos filhos que o SALIPI tem produzido, diretamente ou indiretamente. Dentre eles, agora, maio de 2024, a recém-criada Academia Teresinense Infantojuvenil de Letras; Academia de Letras do Vale do Longá, de 1978 congregando 42 municípios do Norte do Estado; Academia Teresinense de Letras; Cordel Delas; Grupo Prelúdio; Cineclube Teresina; Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil. Seccional Piauí; e outros coletivos. São inimaginavelmente muitos...

Por outro lado, se parecem excessivas as informações sobre minha própria pessoa, explico. Há pouquíssimos dias, uma professora com anos de UFPI me disse sem meias-palavras: “Nossa, tomei um susto quando li seu último livro. Nunca imaginei que você escrevia tão bem”. E solta uma “pérola” extremamente preciosa: “Você não sabe cacarejar”! Não havia ironia. E me fez pensar. Sempre tive pudor de detalhar minhas “façanhas”. Sempre me senti melhor compartilhando-as com meus alunos e orientandos, meus “eternos meninos”. Não estou nem aí para os que duvidam: nenhuma vaidade. Vontade suprema de que acreditassem como é possível ser ética, séria e digna diante do outro, respeitando as opções divergentes.

Poucos sabem que alcancei o posto de Protagonista da Área de Ciências Sociais Aplicadas, dentre as cinco pesquisadoras selecionadas da Área de Ciência da Informação pela Open Box da Ciência (Cartografia 2020). Talvez, faltou cacarejo. Sobrou documentação. Assim, aceita a pilhéria muito bem-vinda, tentei responder à questão que alguém pode ter feito acerca de minha atuação. Afinal, não sou teresinense. Não sou piauiense. Por que estou, hoje, aqui? O que fiz por Teresina? O que fiz pelo Estado do Piauí? Minha contribuição pode ser considerada insignificante. Minha contribuição pode ser considerada razoável. Minha contribuição pode ser considerada valiosa por quem julga a educação um bem maior. Minha trajetória é pautada por luta insana em busca de melhor qualidade de ensino. É uma vida inteira dedicada ao ensino, à pesquisa e à extensão. Sem arrependimentos. Com alguma dor. Afinal, toda e qualquer opção de vida cobra mais adiante sua fatura. Muitas vezes, elevada e dolorosa. Há que se respeitar a liberdade individual de cada um fazer suas escolhas. Aos meus filhos e netos, biológicos e d’alma, sempre afirmei: “não é preciso ser Mestre ou Doutor”. É vital, sim, ser útil à sociedade e desvendar tendências que lhe dão prazer! 

E para você, SALIPI amado, um mimo pleno de carinho! Por favor, não sucumba aos ditames de uma sociedade em mutação ou às vãs vaidades que surgem aqui e ali! Persista sua inserção no mapa de um brasil multicolorido, que por sua dimensão, inevitavelmente, ostenta muitas cores e muitas facetas, boas ou más. Você, SALIPI, já é vitorioso numa trajetória de pura beleza e generosidade! Se incorporei a UFPI e a BC à minha vida com força total, independentemente dos muitos desenganos, aliás, que sempre fazem parte dos grandes amores, receber o SALIPI de mãos dadas com a Fundação Quixote muito me honra e me traz profunda alegria! Por fim, lembrem do mote do SALIPI 2024: “A LEITURA É UM ESTADO DE GRAÇA!” Beijos no coração!

 

Nota de agradecimento

À Professora Doutora Ida Stumpf, por sua valiosa leitura e sugestões, com gratidão e amor!


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MARIA DAS GRAÇAS TARGINO

Doutora em Ciência da Informação e jornalista, finalizou seu pós-doutorado junto ao Instituto Interuniversitario de Iberoamérica da Universidad de Salamanca e Máster Internacional en Comunicación y Educación da Universidad Autónoma de Barcelona, ambos na Espanha. Sua experiência acadêmica inclui cursos em outros países, como Inglaterra, Cuba, México, França e Estados Unidos. Autora de livros e capítulos, artigos científicos em ciência da informação e comunicação, enveredou pela literatura como cronista, com os títulos: “Palavra de honra: palavra de graça”; “Ideias em retalhos: sem rodeios nem atalhos”; “Amar, viver, escrever”; “Embarques e desembarques”; além de inúmeras participações em coletâneas literárias. Por longos anos, manteve vinculação com a Universidade Federal do Piauí e Universidade Federal da Paraíba. Membro da Academia de Literatura de Teresina e da União Brasileira de Escritores – Seção Piauí, mantém coluna semanal em jornal de Teresina; coluna bimestral no INFOHOME; e contribuições sistemáticas junto a páginas eletrônicas. Dentre as láureas: Prêmio Nacional Luiz Beltrão de Comunicação, Intercom; Prêmio do Programa Informação para Todos, Unesco; Título de Cidadã Teresinense, Câmara Municipal de Teresina; e Prêmio “Mérito Jornalístico”, Câmara Municipal de Teresina; Homenageada do SALIPI 2024. E-mail: gracatargino@hotmail.com