REFLEXÃO SOBRE A IDEOLOGIA E A TECNOLOGIA NA CATALOGAÇÃO ANGLO-AMERICANA: UMA PROSPECTIVA LUBETZKYANA PARA O CÓDIGO DO SÉCULO XXI
Um aspecto da catalogação bibliográfica é o seu estudo histórico. Mesmo diante das inovações promovidas pela catalogação contemporânea, o processo histórico nos traz pontos que podem ser associados aos acontecimentos atuais.
Neste sentido, aborda-se o texto de Seymour Lubetzky (1898-2003), em colaboração com Elaine Svenonius (1933-), sobre as variabilidades da ideologia e da tecnologia na catalogação anglo-americana. Eles tecem reflexão sobre os códigos, a partir de Antonio Panizzi (1797-1879), para constituir uma perspectiva de normativa para o século XXI.
Parte-se do trabalho e pensamento de Panizzi, por ser quem iniciou uma nova visão e significado aos conceitos envolvendo: livro, biblioteca e catálogo bibliográfico, desde a sua chegada em Londres, no Museu Britânico, e que formaram as bases da moderna biblioteconomia.
Para a compreensão dos fatos históricos e conceitos firmados, os autores destacam a necessidade de conhecer dois eventos importantes que moldaram o transcurso e o caráter da catalogação anglo-americana: (1) O pensamento de Panizzi; (2) A tecnologia na catalogação.
O primeiro, envolve Panizzi. Trata-se da nomeação, em 1847, da comissão de investigação: Commissioners Appointed to Inquire into the Constitution and Government of the British Museum, identificada em textos da área como: Royal Commission (Comissão Real). As audiências realizadas pela Comissão (1847 a 1849), abrangeram a administração e os assuntos do Museu Britânico. Mas a causa motivadora para a sua instalação, foi a questão gerada sobre as regras de catalogação de Panizzi, em 1841.
No final da década de 1830, o problemático e desatualizado catálogo da biblioteca do Museu Britânico estava superlotado com entradas, fora de ordem alfabética, e sem espaço para novas entradas. Urgia uma nova edição do catálogo. Panizzi instalado como bibliotecário e nomeado “Guardião do Departamento de Livros Impressos” (Keeper of the Department of Printed Books), foi incumbido pelos Curadores a preparar uma nova edição do catálogo. Para a tarefa, esperava-se que ele organizasse as entradas em ordem alfabética, montasse as pranchas dos registros e as enviasse ao impressor para uma nova publicação.
Quando o aguardado primeiro volume desta nova edição do catálogo apareceu, em 1841, confundiu e enfureceu a comunidade bibliotecária em geral. Ofendeu o fato de um "estrangeiro" como Panizzi, a quem foi concedido asilo e um emprego respeitável no Museu Britânico, agir insensitivamente ao desconsiderar regras, tradições e costumes dos bibliotecários e usuários britânicos ao infringir um catálogo estranho, diferente de qualquer outro já visto.
Neste sentido, como as regras de Panizzi diferiam das regras então usadas no Museu Britânico e em outros lugares? Elas diferiam, basicamente, na percepção do que o livro representava. As regras do período, viam os livros como entidades discretas, e o catálogo bibliográfico como um registro projetado para ajudar a encontrar o livro desejado sob o nome do seu autor, do título, ou outra pista pela qual o usuário poderia procurá-lo.
As regras de Panizzi concebiam os livros como edições de obras. As edições representando a mesma obra a serem integradas e organizadas no catálogo em uma ordem prescrita, de modo que o usuário ao buscar um livro o encontrasse em contexto com outros livros representando edições da mesma obra; e pudesse selecionar a edição ou edições que servissem aos seus interesses.
Para atingir esse propósito, Panizzi determinou que a obra não deveria ser registrada duas vezes. Se necessário, referências cruzadas deveriam ser introduzidas. Essa instrução é conhecida como: regra LIV (54): “Nenhuma obra deve ser inserida duas vezes em um conjunto total. Sempre que necessário, referências cruzadas (remissivas) serão introduzidas”.
Assim, as edições de uma obra publicadas sob diferentes nomes do autor ou de títulos, não seriam registradas separadamente sob os nomes ou títulos conforme publicados, mas registradas, no catálogo, sob o nome do autor e um título, com referências para informar ao usuário onde o livro ou sua edição seria encontrado.
Eis a origem do que foi adotado pela Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação, de Paris, em 1961, como os dois objetivos básicos do catálogo: (1) ajudar a encontrar um determinado livro que a biblioteca possa ter; e (2) revelar quais edições pode haver da obra, e quais obras possa ter do autor.
Lubetzky e Svenonius destacam que esses objetivos se relacionam ao caráter dicotômico do livro que, extrinsecamente, é uma entidade física separada, um artefato não relacionado a qualquer outro. Já, intrinsecamente, um registro do pensamento e experiência humana, relacionado a outros registros com os quais deveria ser integrado. Assim, os objetivos de identificação e integração dos livros são essenciais para o design de um catálogo eficaz, que dificilmente serão afetados por qualquer desenvolvimento futuro.
Mas, quando as regras de Panizzi aparecem, mostraram um claro desrespeito às regras predecessoras, que lhe foram entregues ao ser indicado a preparar a nova edição do catálogo. Panizzi foi denunciado e execrado.
Diante dos acontecimentos, ele solicitou duas coisas: (1) que a publicação de seu difamado catálogo fosse descontinuada; e, (2) que uma comissão imparcial fosse nomeada e, perante a qual, ele pudesse encontrar e responder às críticas e reclamações de seus detratores. Os pedidos foram concedidos. Em 1847, a Comissão foi nomeada e testemunhas chamadas a expor suas opiniões sobre o Museu Britânico e Panizzi.
As testemunhas representavam as pessoas mais proeminentes da comunidade. Alguns falaram em apoio a Panizzi, mas, a maioria depôs contra. Entre os opositores estava a testemunha mais prestigiosa e arqui-inimigo de Panizzi, Thomas Carlyle (1795-1881). Entre eles havia uma rixa, com Carlyle reclamando da pouca atenção e ajuda de que precisava, em seu trabalho, dada pela equipe da biblioteca.
Panizzi respondeu que Carlyle recebia a mesma atenção e ajuda que os demais usuários. Nas audiências da Comissão, Carlyle apareceu como eminente estudioso e usuário de longa data dos catálogos da biblioteca do Museu Britânico, que, em virtude de sua experiência, foi considerado qualificado para fazer julgamento sobre o catálogo e as regras de Panizzi.
Quando o presidente da Comissão, Conde de Ellesmere perguntou a Carlyle sobre as funções de um catálogo e o que isso requereria, Carlyle declarou: "Uma biblioteca não vale nada sem um catálogo – é um Polifemo sem nenhum olho em sua cabeça – e você deve enfrentar as dificuldades, quaisquer que sejam, de elaborar catálogos adequados”.
Prosseguiu enfatizando que: "O grande uso de qualquer catálogo é informa-se, de maneira inteligível, que tais e tais livros estão na biblioteca. . . . Eu esperaria que fosse uma coisa simples elaborar uma lista dos títulos dos livros”.
Carlyle argumentou que, em geral, o livro é fornecido com uma folha (página) de rosto que serve para nomeá-lo e identificá-lo, e pela qual é citado, referenciado e procurado pelo usuário. Deveria ser registrado no catálogo para informar, de pronto, se a biblioteca tem ou não o livro desejado, em vez de enviar o usuário para procurar a informação em outro lugar, no catálogo.
A resposta de Panizzi foi:
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“Sim, eu exijo que o leitor procure em dois lugares pela informação que deseja, porque quero informar-lhe muito mais do que meramente dizer se a biblioteca tem ou não um livro particular; sim, minhas regras são complicadas, mas isso é porque elas estão preocupadas não apenas com o livro como um item único e separado, mas também como parte de um complexo de edições e traduções de potencial interesse para um leitor investigativo; e sim, minhas regras tornarão a catalogação mais cara, mas esse custo é apenas um custo único para melhorar a qualidade do catálogo e beneficiar a biblioteca e seus usuários por um tempo indefinido, no futuro”. |
Nas palavras de Panizzi:
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"O leitor pode conhecer a obra que necessita; mas não se pode esperar que conheça todas as peculiaridades de diferentes edições, e essa informação ele tem o direito de esperar dos catálogos”. |
Neste contexto, há dois indivíduos olhando para o mesmo objeto — o livro — mas vendo coisas diferentes. Carlyle via o livro como um objeto material, uma entidade separada não relacionada a qualquer outro na biblioteca, e não via porque não deveria ser assim representado no catálogo.
Panizzi via o livro como a edição de uma obra particular que está intimamente relacionada às outras edições e traduções desta obra, que a biblioteca possa ter, e pensava que deveria ser integrado com elas.
Os autores destacam, então: Por quê Panizzi vê desta forma? Porque o livro é um objeto dicotômico. Extrinsecamente, é um artefato; mas intrinsecamente, é um registro da experiência humana. E, Panizzi, insistiu no reconhecimento do fato de que a essência de um livro não é a sua forma, mas o seu conteúdo (a obra), e que essa consideração deveria determinar o conceito do catálogo.
Panizzi, enquanto bibliotecário, sobrecarregado por outros problemas mundanos, entendeu o apelo de Carlyle, por um catálogo simples, de produção fácil, rápida e econômica. Assim, ele seria mais prontamente compreendido e responsivo às solicitações de seus usuários. Esse seria o “canto da sereia” que atrairia a maioria dos bibliotecários.
Desta forma, argumentavam que um catálogo que era bom e suficiente para um estudioso da estatura de Carlyle, seria para todos os usuários. Panizzi percebeu que os Comissários, desligados dos problemas diários dos bibliotecários, considerariam, desapaixonadamente, os méritos de seu esforço. Ele escreveu uma detalhada carta ao Conde de Ellesmere, procurando transmitir uma percepção sobre as complexidades dos problemas catalográficos e suas implicações.
Na conclusão das investigações, os Comissários emitiram um relatório explicando suas considerações, incluindo uma para que os Curadores não se intrometessem com o trabalho de Panizzi, em matérias de catalogação. Reservaram, ao final, uma nota significativa:
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“Devemos honestamente confessar que nossas investigações, especialmente sobre todo o assunto do catálogo, levam-nos a duvidar se não há algum risco na prática de interferir nos detalhes da biblioteca por parte do conselho . . . Tivemos ocasião, no curso de nossa investigação, de averiguar a prevalência entre muitas pessoas de uma impressão que atribui àquele cavalheiro [Sr. Panizzi] não apenas a adoção de um plano para um catálogo, do qual essas partes . . . desaprovam, mas também o atraso do qual reclamam na execução do plano conforme adotado. Torna-se nosso dever incidental fazer-lhe justiça nesses particulares. Do que já afirmamos, parecerá que, com respeito ao sistema e forma do catálogo, quaisquer que sejam seus defeitos, o Sr. Panizzi não pode ser acusado de nada além da aprovação e aceitação constantes de um princípio condutor, o da plenitude e precisão... Se concluído, com qualquer aproximação próxima à perfeição que seu plano e regras contemplam, formará um registro para os tempos futuros de grande valor da literatura impressa do período que abrange”. |
Uma nota do triunfo de Panizzi, que se manteve firme em seus princípios, imperturbável diante das críticas e lamúrias incessantes de seus oponentes.
Para Lubetzky e Svenonius, os fatos descritos concluem a história do primeiro evento crucial na catalogação anglo-americana moderna. Inicialmente, preocupada com a fundação ideológica do catálogo. O problema essencial sobre quais deveriam ser os objetivos do catálogo bibliográfico projetado para servir e os métodos de alcançá-los. Aspectos que influenciaram as discussões e o percurso da catalogação anglo-americana, desde então.
Já, o segundo evento crucial, na história da catalogação anglo-americana, foi a introdução da tecnologia para melhorar a eficácia catalográfica. Isso ocorreu na virada do século XX, quando a Library of Congress - LC, em um senso visionário, disponibilizou as suas fichas catalográficas impressas para as bibliotecas a um baixo custo de distribuição.
Em contraste com a hostilidade que as regras de Panizzi foram saudadas, a oferta da LC foi reconhecida como uma bênção para as bibliotecas. Até por aliviar na tarefa e custo de catalogar. Pela primeira vez, na história da catalogação anglo-americana, tem-se um padrão catalográfico nacional. Aspecto que facilitaria o estabelecimento de catálogos coletivos locais, regionais e de outros tipos. Tudo como resultado de uma política de padronização da catalogação nacional. Também, concebia a perspectiva de comunicação e cooperação bibliográficas internacional, em especial, entre países de língua inglesa.
A LC introduziu o primeiro uso da tecnologia na catalogação, e seu sucesso gerou uma inclinação para o seu uso, até hoje. Entretanto, sem uma consciência de que a tecnologia não é um fim em si mesma, mas um meio. Quando, o entusiasmo pela tecnologia é apenas o fim, isto é, o objetivo de sua adoção, é perdido de vista; a adoção da tecnologia foi malconduzida.
A oferta da LC em disponibilizar suas fichas catalográficas foi oportuna, previdente e estadista. Antes dessa oferta, cada biblioteca fazia sua própria catalogação e era incapaz de cooperar e compartilhar resultados de seu trabalho. A oferta possibilitou a cooperação entre bibliotecas. E, em 1961, pouco mais de meio século depois, constituiu-se os primeiros acordos internacionais de catalogação. Um avanço no campo da catalogação que passou de serviço artesanal, para procedimento internacional.
O avanço no uso da tecnologia, para resolução de problemas catalográficos, foi a introdução do catálogo online. Tradicionalmente, um livro é identificado primeiro pelo nome do autor presente na página de rosto, e é registrado de acordo no catálogo. Isso parece simples, mas há um obstáculo oculto e inflexível para confundir o usuário do catálogo. Isso acontece porque os nomes pessoais são, em geral, interpretados e usados diversamente em diferentes países. Com o resultado de que nomes similares e idênticos são registrados de forma distinta no catálogo.
É, particularmente verdadeiro, no caso de nomes compostos e nomes com prefixos como: “von” e “de”. Assim, por exemplo: Wernher von Braun, como cidadão dos EUA é registrado no catálogo como Von Braun, Wernher, mas se o mesmo indivíduo fosse cidadão alemão, seu nome seria registrado como: Braun, Wernher von.
E, como o usuário seria auxiliado a encontrar o livro desejado em tais circunstâncias? É aqui que entra o catálogo eletrônico. A capacidade do computador para recuperar um certo livro, por meio de alguns elementos da página de rosto, resolve o problema incidental ao uso do nome do autor.
Deve-se observar que o catálogo eletrônico serve apenas ao primeiro objetivo do catálogo – ajudar o usuário a encontrar o livro desejado. Se a capacidade do catálogo pudesse ser melhorada, para revelar também o segundo objetivo — mostrar quais as edições e traduções a biblioteca tem de uma determinada obra e quais obras a biblioteca tem de um determinado autor — isso seria a coroação da busca baseada na capacidade tecnológica na catalogação. Um elo indispensável na cadeia de transmissão dos registros da civilização.
Entretanto, e a forma de nossas regras? Os aspectos principais de uma busca, normalmente, engajam as melhores mentes; mas os detalhes tendem a ser negligenciados ou deixados para outros se preocuparem. Porém, é um detalhe importante. Assim, um melhoramento mal concebido de uma regra pode viciar todo o objetivo dessa regra. Com isso em mente, os autores salientam que importa olhar para alguns dos detalhes do código atual, coletando orientação na preparação do seu substituto.
Lubetzky e Svenonius salientam que a regra de Panizzi prescrevia apenas uma entrada, com referências, para um livro. Restringia o uso de entradas adicionais, o que foi considerada indevidamente rigorosa, em especial por aqueles que usavam a entrada secundária de título como uma ajuda eficaz na localização do livro. Quando as regras de 1908 (Catalog Rules: Author and Title Entries of 1908), estavam sendo preparadas, decidiu-se prover o uso de ambas: a entrada principal e entradas adicionais ou secundárias. Uma decisão seguida desde então, sem qualquer objeção. Os autores questionam se foi: (a) uma decisão acertada e se deveria ser seguida em um catálogo século XXI? (b) o resultado de um mal-entendido e má avaliação da ideologia de Panizzi e seu plano de catálogo?
Para Panizzi, o livro não era uma entidade separada, mas uma edição ou tradução de uma obra particular e, consequentemente, deveria ser integrado e representado no catálogo juntamente com todas as outras edições e traduções da obra que a biblioteca possa ter. Esse é o propósito da entrada principal.
O uso de uma entrada adicional — por exemplo, uma entrada de título — viciaria o propósito da entrada principal. Pois se um usuário procurasse no catálogo sob o título do livro desejado e o encontrasse lá, isso encerraria a busca sem que soubesse sobre outras edições que a biblioteca pudesse ter.
Novamente, se o usuário não encontrasse o livro desejado pelo título, assumiria que a biblioteca não tem o livro, sem saber que ela pode ter outras edições da obra que poderiam, igualmente, ou até melhor, servir seus propósitos.
É, assim, que o uso de uma entrada adicional é enganoso para o usuário do catálogo. Eis porque Panizzi proibiu o seu uso. E, porque a decisão das regras de 1908 de usar tanto entradas principais, quanto entradas secundárias foi mal aconselhada e prejudicou a integridade da catalogação anglo-americana desde então. Ela deveria ser descontinuada como um caso de má avaliação.
Outro detalhe, na visão de Lubetzky e Svenonius, que afeta o uso inteligente das regras é seu caráter catequético. Regras dizem ao catalogador o que, quando e como fazer em certas circunstâncias, mas não o porquê. Se um bibliotecário de catalogação desempenhasse o seu trabalho refletidamente, deveria ter uma ideia abrangente do que é todo o trabalho. Isso poderia ser alcançado se a normativa fornecesse uma introdução concisa das regras, explicando a importância e a função do catálogo, os objetivos a serem servidos, os problemas envolvidos e as regras desenvolvidas para implementar esses objetivos.
Os autores consideram importante que as regras para catalogação do século XXI fossem precedidas de uma introdução. Esse aspecto, em princípio, ocorre com o RDA, mas não com toda clareza sugerida.
Na consideração dos autores, a reflexão não esgotava o potencial de melhoria na qualidade das regras catalográficas. Indicava o quanto de espaço haveria para aperfeiçoar as regras futuras para um código do século XXI.
Afinal, a catalogação é um elo indispensável na transmissão, integração e exploração dos registros do conhecimento e memória humana. É um processo central para todas as operações e serviços executados pela biblioteca. Desta forma, os procedimentos catalográficos deveriam ser mantidos em condição ótima – ideológica, metodológica e tecnologicamente, para bem servir à biblioteca do século XXI e os seus usuários.
Indicação de leitura:
Lubetzky, S.; Svenonius, E. The vicissitudes of ideology and technology in anglo-american cataloguing since Panizzi and a prospective reformation of the catalog for the next century. In: Connell, T. H.; Maxwell, R. L. (eds.). The future of cataloguing: insights from the Lubetzky Symposium: April 18, 1998, University of California, Los Angeles (USA). Chicago: ALA, 2000. p.3-11.